Segunda-feira, Dezembro 08, 2008

Rubrum, por Dani

Segue uma fanfic que não foi escrita por mim, mas como a criaturinha que participou do desafio da Akatsuki não deu as caras e nem postou em algum lugar, eu tive que upar aqui.

Rubrum

So give me all your poison and give me all your pills

Vermelho. Uma cor primaria, assim como o azul e o amarelo. Nada de mais, diriam algumas pessoas. Mas, não, vermelho não era apenas uma cor vibrante, quente, e cheia de significados, era a cor da vida. Da minha vida representada de várias maneiras.

Paixão, prazer, tentação, desejo, arte, sangue, guerra, matança, horror, fogo. Minha fragilidade, meu sonho, meu equilíbrio. Me amordaça, me odeia, me irrita, me importa, me grita, me promete, me carrega, me enfeitiça, me abraça, me intimida, luta contra mim, me ama, me desmorona, me abandona, me manipula, me faz perder o controle, me retorce, me quebra, se distancia, me provoca, me deseja, me queima, me faz cair, me mata, me faz pensar que realmente existe algo para que eu possa viver.

Vermelho era uma bela melodia. Um ritmo tão complexo, mas tão envolvente que me fazia querer mais e mais, sem limites.

Uma cor que combinava bem com Draco. Merlim, como uma cor pode se relacionar tão bem com uma pessoa? Draco me trouxe tudo aquilo de uma vez só. Todas aquelas sensações juntas. Como era agravável aquela onda de prazer e ódio que passa por mim toda a vez que me tocava. Ele já era uma parte de mim, assim como meu sangue e, sem ele, provavelmente estaria morta. Era uma droga. Uma maldita droga que me causava síndrome de abstinência.

And give me all your hopeless hearts

“Eu te amo, Lyla” foi a primeira vez que ele falou que me amava. Me apertou mais contra si, deixando as marcas de seus dedos em minha pele. Estremeci. Fechei os olhos. Te quero, Draco. Te amo, Draco. E ele continuou a me acariciar, me provocar, me desejar, me amar.

Rubi. O colar que ele me deu. Vermelho representando a riqueza, o poder, o amor. Maldito. Já não vivia sem todas aquelas sensações que Draco passava para mim. Provavelmente há milhares de pessoas que não entendem o que é precisar de alguém mais do que qualquer outra coisa. Eu precisava dele.

Levei o cigarro aos lábios, tragando lentamente; a ponta do cigarro ficando vermelha a medida que eu puxava todas aquelas toxinas para meus pulmões. Quem se importa se eu estarei ou não, daqui há alguns anos, morrendo numa cama de hospital? Cigarro era um vício meu, junto com o maldito Draco.

Passado um tempo, ele chegou no restaurante, vestido de preto. Tirou o cigarro de minha mão e o tragou, lentamente. Soltou toda a fumaça em seguida, fazendo-a espalhar pelo ar. Me lançou um sorriso um tanto malicioso, sentando-se na minha frente.

“Pensei que tinha parado de fumar” ele me disse, tragando o cigarro novamente. Apertou a ponta num cinzeiro.

“É bom ver você também, Malfoy” foi minha resposta. O sorriso dele se alargou, enquanto se debruçava sobre a mesa e tomava meus lábios. Coloquei uma de minhas mãos na sua nuca para me sustentar. Todas as sensações que o vermelho me passava veio junto aquele beijo.

Paixão, prazer, tentação, desejo, arte, sangue, guerra, matança, horror, fogo. Minha fragilidade, meu sonho, meu equilíbrio. Me amordaça, me odeia, me irrita, me importa, me grita, me promete, me carrega, me enfeitiça, me abraça, me intimida, luta contra mim, me ama, me desmorona, me abandona, me manipula, me faz perder o controle, me retorce, me quebra, se distancia, me provoca, me deseja, me queima, me faz cair, me mata, me faz pensar que realmente existe algo para que eu possa viver.

Draco era uma droga que eu não conseguia mais viver sem. Eu o conheci na guerra, e foi a partir daí que me apaixonei. Eu o odeio por não conseguir viver mais sem ele. Eu o amo, por me passar sensações que nunca senti antes. E eu o quero agora: me dê seu coração e sua alma.
And make me ill.

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Rubrum: palavra em latim que significa “vermelho”.

So give me all your poison...:
“Então, me dê todo o seu veneno, me dê todas suas pílulas, me dê todos os seus corações sem esperanças e me faça doente”.
Trecho da música: Thank you for the venom, do My Chemical Romance.


Como a pessoinha não pôde reler e fazer alterações com os conselhos que eu dei, as únicas correções feitas foram as ortográficas.