Dia 28 de Fevereiro, quando meu professor tocou músicas e nos pediu para escrever cenas baseadas nas seguintes músicas, enquanto elas tocavam.
Ficaram piegas, mas adorei. ( E leves influências de The OC e A Menina que Roubava Livros, percebam.)
Comentários após.
Times Like These - Jack Johnson
- E agora?
Podia ser meio tarde para perguntar, mas era o mais correto. E não acredito que tenha interrompido algo, talvez enriquecido o momento.
As ondas continuavam estourando, os carros passando, pessoas bincando na água. E outras quebrando barreiras em barracas salva-vidas.
-Acho que isso responde sua pergunta.
(The OC? Nossa, imagina. Nem foi no que eu me baseei. Plágios à parte, eu adoro essa música e fazia muito tempo que eu não a ouvia. Jack Johnson é vida e Brushfire Fairytales é um dos meus discos preferidos.)
Eye of the tiger - Survivor
Talvez devesse enfrentá-la, bater de frente e dizer tudo o que sentia, mas agir diferente do normal não seria bom.
-Oi, filha. Como vai a escola?
-Bem, né.
-E o ballet?
-Divertido.
-Eu sei que você está grávida.
Pratos se estatelaram no chão.
(Huhu, Rocky. Assim, eu não ia escrever uma cena de luta. Não tenho mão pra isso, e acho que captei a essência, que era o desafio em questão. Fora tudo isso, influências por Juno (que eu já vi duas vezes no cinema).)
Clocks - Coldplay
-Não vá embora.
A porta da frente se fechava com força atrás da mulher que corria.
-Não vá embora.
Ouvia-se um pianno ao fundo. Uma alegre garotinha praticava fervorosamente e, quando adentrou a sala, só havia o silêncio.
-Onde está a mamãe, papai?
(Vou falar. Não gostava tanto dessa música, mas hoje adoro. Eu adorei essa cena também, porque a criança é um território que deve ser explorado e descoberto. Enfim, o da Giovana ficou melhor que o meu, shame on me.)
Honshirabe - por Ray Brooks
As pessoas caminhavam em filas. Não havia epiléticos, corajosos e poetas.
Havia apenas carne e sangue de judeus famintos. E uma arianinha segurando um pedaço de pão.
Se amontoavam para assistir a filtração de uma raça de olhos claros que procurava vingança.
E, dentre o fracasso, conseguiu.
(Eu adoro IIGM. E se encaixou perfeitamente, mesmo que a música grite 'hey, eu sou japonesa'.)
Enter Sandman - Metallica
Talvez fosse sim o vidro mais difícil de preencher, embora isso não houvesse impedido-o antes. Porque não assassinava, era um artista à procura de matéria-prima para seu trabalho.
Não somos acostumados com ações tão extremistas; é poesia demais para nossas mentes padronizadas.
Havia uma tela com o retrato de sua mãe, apenas esperando para ser finalizada com o sangue de uma traidora. A modelo.
(Gostei da idéia, mas ficou altamente podre pelas minhas mãos.
Deu pra entender? Serial killer; pega o sangue dos defuntos pra fazer tinta; mata a mãe.
Praticamente uma versão pintada de Perfume - A história de um assassino. )
Stop Crying Your Heart Out - Oasis
Não agüentava mais olhar fotografias, abraçar parentes e fingir que chorava.
Abria a urna e despejava suas memórias junto às cinzas e lágrimas exclusivas que finalmente surgiram.
A partir daquele momento, daquele nascer do Sol e da última despedida, uma caixa seria trancada.
(Hi, my name is clichê and I cry listening Oasis. XOXO.)
Acabou :D
Sábado, Março 08, 2008
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